Diagnóstico

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O diagnóstico é uma indicação, em qualquer tipo de medicina, para tratamento de qualquer parte do corpo através dos sintomas que o paciente apresenta. A medicina chinesa, procura ver o indivíduo como um todo. Procura-se na medicina chinesa, chegar a origem de um determinado sintoma e tratá-la para que o paciente fique livre não apenas do sintoma mas, o mais importante à causa.

A auriculoterapia usa tanto os diagnósticos clínicos como os alternativos para seus programas de tratamento, faz uso, também de uma técnica denominada “aurículo-diagnóstico”.

Aurículodiagnóstico: Quando um órgão ou suas funções apresenta algum distúrbio, a área auricular correspondente sofre uma alteração pigmentar, apresentando manchas, tubérculos, vascularizações, secura ou maior secreção sebácea. São sinais característicos da existência de desequilíbrio. Os pontos auriculares correspondentes se tornam extremamente sensíveis ao toque ou à aplicação de agulhas.


1- Exame da Superfície Auricular

O exame da superfície da orelha é, o mais importante dentro da auriculoterapia. As duas orelhas deverão ser examinadas e o dedo polegar e indicador deverão ser usados na manipulação das mesmas. De modo sucinto, podemos dizer que a orelha presta-se ao diagnóstico através das marcas, da sensibilidade, da profundidade das marcas, da sensibilidade, da profundidade da marca ao pressionar-se o apalpador e da exploração elétrica.

Existem pelo menos dois métodos de se examinar a orelha:

A – através da inspeção, para se observar

- a posição e as alterações de cores
- os pontos de escamação
- as manchas
- as dilatações de vasos
- os pontos com exantema
- a oleosidade

B – através da pressão

- localizamos pontos de dor
- observamos alterações de cor

A orelha não deve ser lavada ou manipulada antes do exame, mas ser limpa só após o mesmo, quando as áreas com alterações já tiverem sido marcadas pela pressão. Deve-se distinguir a coloração que é provocada por afecção daquela que apresenta diferença na pigmentação da pele. Através da pressão sobre as colorações diferentes, sabe-se quando a “mancha” não indicativa de lesão ou de determinado órgão ou víscera, pois a cor não se altera. Caso a cor se altere, o ponto deve ser considerado para tratamento.

2- As variações de cor:

A - Cor vermelha
- Tom claro: indicativo que a doença está no início ou que a doença já foi curada, mas está retornando
- Tom médio: sintoma de doença crônica e/ou de dor
- Tom escuro: sintoma de doença mais grave

B - Cor branca ou brilho esbranquiçado
- Formato irregular, com elevação: doença crônica, tais como gastrite, doença reumática
- Mancha branca circundada por borda vermelha sem nitidez: geralmente indicativo de doença cardíaca, reumática
- Mancha branca com ponto vermelho no centro: indicativo de doença aguda, tal como gastrite

C - Cor cinza, indicativo de tumor (quando aparece e desaparece sob pressão, geralmente na região de tumor)

D - Cor marrom (provocada por estagnação da energia e do sangue): doença crônica em andamento ou doença crônica, como tumor das glândulas mamárias, que já foi curada, pois a cor marrom leva tempo a desaparecer da superfície da orelha

3- As alterações morfológicas mais freqüentes

A- Ressecamento da pele indica enfermidade de natureza crônica, exigindo um estímulo de tonificação.
B- Exsudação sebácea indica enfermidade de natureza sub-aguda: usa-se estímulos de sedação.
C- Sudorese indica tendências à doença degenerativa: tonificam-se os pontos onde houver esse sinal.
D- Quistos e tubérculos que são sinais indicativos de patologias aguda que está ocorrendo ou irá ocorrer em órgãos a que esses pontos se referem. No caso da existência da enfermidade deve-se neste caso fazer sedação nesses pontos. Não havendo sintomas, tonificam-se os pontos.
E- Pêlos e escamações, que indicam, o primeiro caso, degeneração senil e o segundo, enfermidade crônica. A conduta é a tonificação dos pontos existentes na área.

4- As modificações de sensibilidade são as seguintes

A- Hiperestesia, indicativa de enfermidade agudas ou subagudas. Conduta recomendada neste caso é sedação.
B- Hipoestesia, que indica enfermidade crônica. Neste caso a conduta é a tonificação.

Caso haja resíduos no pavilhão auricular, ele deve ser removido para que um diagnóstico possa ser realizado com maior precisão. Caso eles resistam à assepsia, podem ser sinais de resposta positiva, ou seja, como nos casos de variações de cor e variações na aparência, mencionadas acima.

A sondagem é feita com um aparelho parecido com uma lapiseira com uma ponta arredondada que se retrai para dentro do êmbolo sob pressão, chamado apalpador ou com aparelho detectores elétricos. Se o acupuntor não possuir tais instrumentos, poderá usar a ponta de uma pinça ou de uma agulha bem grossa (do lado que tem o orifício). A pressão, controlada pelo acupuntor, deverá ser firme, suave e uniforme ao percorrer os pontos da orelha. Se não houver marcas ou pontos muito sensíveis, o acupuntor deverá colocar as agulhas de acupuntura nos pontos da orelha que estão associados às doenças vinculadas aos sintomas descritos pelo paciente.


5- Interpretação dos sinais mais comuns encontrados no pavilhão auricular

A- Pontos vermelhos: inflamação ou excesso de energia Yang nas regiões correspondentes, torções, tendinites.
B- Pontos brancos: artrite crônica ou insuficiência nos órgãos correspondentes.
C- Manchas acizentadas ou acastanhados que não mudam sob pressão: metástase de tumor.
D- Manchas senis: envelhecimento ou grande desequilíbrio do elemento metal (pulmão).
E- Rosto pálido e macilento e orelhas vermelhas: desequilíbrio energético envolvendo o sistema nervoso central.
F- Rosto vermelho e orelhas esbranquiçadas: excesso de energia Yang no coração e desequilíbrio
G- Rosto e orelhas vermelhos: excesso de energia Yang
H- Orelha translúcidas ou extremamente flexíveis: falta de energia Qi, doença crônica ou estado de convalescença de doença grave
I- Orelha pálida que não mudam de cor ao serem manipuladas: falta de energia
J- Orelhas com escamação de pele: envelhecimento, pele ressecada, decadência física
K- Orelha com pele ressecada e enrugada: doença de pele
L- Orelha púrpuras: estase de fogo no coração
M- Orelha com abcesso com borda definida, móvel, indolor à pressão: tumor benigno
N- Orelha com protuberância cartilaginosa com borda definida, imóvel: tumor maligno

O- Fossa triangular
- região de constipação de cor escura e congestionada: constipação crônica

P- Antiélice
- capilares sangüíneos de shenmen à região de alergia: alergia agravada pelo sistema nervoso
- capilares sangüíneos na antélice: desconforto na coluna, esforço que compromete a coluna, vida sedentária.
- capilares sangüíneos no ramo superior da antélice: desconforto nas pernas, varizes, excesso de exercícios (nos jovens).
- capilares sangüíneos no ramo inferior da antélice: inflamação no nervo ciático
- veia cortando o ramo inferior da antélice, passando pelo ponto da pelve na fossa triangular e continuando na antélice em direção a escafa: desconforto ou dor no quadril.

Q- Escafa
- cor vermelha: excesso de movimento com os braços
- região da alergia de cor vermelha: alergia

R- Concha, parte superior:
- oleosidade excessiva ou gotículas de suor em vários pontos: órgãos correspondentes em sofrimento
- elevado esbranquiçado ou escamação na região do intestino: flatulência abdominal, mau funcionamento intestinal.
- excesso de gordura no ponto do intestino: inflamação no trato intestinal
- cor esbranquiçada no ponto dos rins: insuficiência renal
- má formação cartilaginosa no ponto dos rins: indício de alteração genética
- cor esbranquiçada na região do pâncreas: insuficiência pancreática
- vermelho intenso na região do fígado e vesícula biliar: congestionamento
- ponto do fígado com marcas brancas, pequenas, brilhantes com contorno avermelhado: hepatite aguda
- ponto do fígado com protuberâncias esbranquiçadas: hepatomegalia

S- Concha, parte inferior:
- ponto do coração vermelho: excesso de calor no coração, ansiedade
- ponto do coração em depressão e com oleosidade: estresse
- ponto do coração com descamação branca: insônia, sonhos excessivos, arritmia cardíaca
- ponto do coração branco circundado por auréola vermelha difusa: insuficiência cardíaca
- ponto do coração branco circundado por auréola vermelha delineada: insuficiência cardíaca grave
- ponto do pulmão com conjunto de marcas avermelhadas ou com contorno avermelhado: congestão pulmonar
- pontos do pulmão com erupções vermelhas ou marcas brancas, brilhantes, com contorno avermelhado: pneumonia

T- Porta da concha
- pontos esbranquiçados ou acinzentados com borda vermelha na região do duodeno ou estômago: úlcera
- ponto do estômago vermelho brilhante ou com descamação: gastrite aguda
- ponto do estômago com pele grossa e descamação branca: gastrite crônica

U-Trago
- sensibilidade: pontos correspondentes
- marcas vermelhas: disfunção nos pontos correspondentes


V- Antítrago
- pontos do cérebro, frontal, temporal, subcórtex com marcas de vermelho intenso ou branco brilhante com contorno avermelhado: cefaléia

X- Lóbulos
- linha partindo do ponto da orelha interna: problema auditivo
- marcas vermelhas: disfunção dos pontos correspondentes

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